Baralho é o conjunto de cartas que compõem o jogo. Assim chamado comumente, devido ao fato de antes de repartir as cartas, elas deverão ser misturadas, embaralhadas, pelo croupier ou algum jogador designado para fazê-lo.
O baralho mais usado nos países de língua portuguesa possui 52 cartas, distribuídas em 4 grupos também chamados de naipes os quais possuem 13 cartas de valores diferentes. Os nomes dos naipes em português (mas não os símbolos) são similares aos usados no baralho espanhol de quarenta cartas e que são espadas
, paus
(bastos em espanhol), copas
e ouros
, embora sejam usados os símbolos franceses. Cada naipe possui 13 cartas, sendo elas um Ás (representado pela letra A); todos os números de 2 a 10; e três figuras: o Valete, marcado com a letra J (do inglês Jack), a Dama (também chamada de Rainha) marcada com a letra Q (de Queen) e o Rei, com a letra K (de King). Ao Ás geralmente é dado o valor 1 e às figuras são dados respectivamente os valores de 11, 12 e 13.
Alguns jogos também incorporam um par de cartas com valor especial, e que nunca aparecem com naipe, os Coringas
Acredita-se que o baralho foi inventado pelo pintor francês Jacquemin Gringonneur, sob encomenda do rei Carlos VI de França. Gringonneur desenvolveu as cartas do jogo de forma que representassem as divisões sociais da França através de seus naipes: copas para representar o clero, ouro para a burguesia (formada sobretudo por comerciantes), espadas para os militares e paus para os camponeses. A primeira versão tinha 78 cartas.
Mais tarde, atribuíram-se significados específicos às cartas com figuras, representando personalidades históricas e bíblicas. São elas:
O coringa representa os jograis realizados nos antigos castelos. É a única carta remanescente do baralho original de 78 cartas. O jogo de baralhos era jogado pelos senhores feudais apostando pedaços de terra e escravos, e foi assim que começaram as jogatinas, estendiam o pano verde e jogavam apostando suas posses à procura de um tipo de emoção nunca antes vivida, tal era nos ricos o sentimento da emoção de ganho sem lutas que os conduziria a ser mais ricos do que antes, combinados ao sentimento de perdas que os condiziria à pobreza sem terem sido saqueados.
A palavra naipe significa "tipo", "família", "estilo", etc. No Brasil, também é usada como gíria, como no contexto a seguir: "olha o naipe daquele cara" significando: "olha o estilo peculiar daquele sujeito".
Existem diferentes tipos de baralhos, para cada um deles há naipes diferentes e, por consegüinte, nomes diferentes.
O baralho espanhol, ou baraja, representa a sociedade da época que foi criado. Os nomes dos naipes são:
O baralho francês tornou-se padrão depois da Renascença. Substituiu o cavaleiro pela dama (representação da rainha). É o mais utilizado nos países de língua portuguesa, onde adotaram-se os naipes franceses, mas com os nomes baseados no baralho espanhol. Além disso, as cartas "reais" têm iniciais em inglês: K (de King, Rei), Q (de Queen, Dama ou Rainha) e J (de Jack, Valete).
Os naipes são:
Na Alemanha, os naipes são estilizados de outra forma:
A seguir uma lista dos nomes mais comuns em cada país dados aos naipes franceses, apesar de haver jogos específicos em que o naipe é chamado e/ou desenhado de outra forma.
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Hearts (corações) |
Diamonds (diamantes) |
Clubs (bastões) |
Spades (espadas) |
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Cuori (corações) |
Quadri (quadrados) |
Fiori (flores) |
Picche (lanças) |
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Schilten (escudos) |
Schellen (sinos) |
Eicheln (bolotas) |
Rosen (flores) |
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Harten (corações) |
Ruiten (losangos) |
Klaveren (trevos) |
Schoppen (espadas) |
Alguns autores afirmam, também, que originalmente, os dominós devem ter servido como oráculos, utilizados de forma a prever o futuro. Alguns, por fim, vêem nos dominós uma origem "matriarcal", dado ao fato de serem 28 peças, o equivalente aos 28 dias do mês lunar e ao ciclo menstrual feminino.
A primeira menção ao jogo de dominó vem da China. Segundo lendas daquele país, o jogo teria sido inventado por um funcionário do imperador Hui Tsung. Outra remete a invenção do jogo aos anos de 234 a 181 a.C quando teria vivido Huang Ming, um soldado-herói.
O jogo é conhecido na China como "kwat p´ai", significando "tabletes de osso", sendo que são os dominós mais longos que os dominós atualmente usados no ocidente.
No ocidente, há indícios da existência do jogo no séc. XVIII, quando teria sido introduzido na Inglaterra e Itália. O jogo pode mesmo ter sido introduzido na Itália por Marco Pólo, ou outros viajantes da época.
Mas nem todos concordam, sendo que alguns estudiosos afirmam que o jogo apareceu espontaneamente em diversas partes do globo.
O nome "dominó" teria sua origem na expressão latina Domino gratias (graças a Deus). Isto porque o jogo era comparado a gola das vestes dos sacerdotes, golas estas pretas e brancas. Afirma-se que os religiosos usariam a expressão latina cada vez que faziam uma boa jogada.
O dominó foi trazido ao Brasil no século 16, pelos portugueses. Mas se tornou popular mesmo nas senzalas, entre os escravos.
Coloridos, de plástico, encontrados em qualquer casa, são os DADOS talvez um dos instrumentos de jogos mais comuns na atualidade. Sejam modernos ou antigos, utiliza-se de algum tipo de dado para a seqüência do jogo. E mesmo o xadrez, talvez o jogo mais "cerebral" que existe, onde o fator "sorte" é inexistente, no seu início tinha uma versão jogada com dados.
Os dados são talvez a forma mais antiga de se "tirar a sorte". Sua origem é antiqüíssima, confundindo-se com a origem das artes divinatórias. Objetos mágicos e lúdicos, obviamente, os primeiros "dados" pouco se pareciam com os dados atuais. Normalmente eram dados binários, isto é, de dois lados, que davam, obviamente, somente um de dois resultados possíveis, como uma moeda no jogo de "cara ou coroa". Eram utilizadas conchas, pedaços de madeira, ossos, varetas, pedras, chifres, dentes, marfim, argila, porcelana, cristal, mármore enfim, qualquer material e meio que pudesse diferenciar um lado de outro.
Soldados romanos disputaram as poucas roupas de Cristo num jogo de dados.
Henrique VIII, rei da Inglaterra, perdeu os sinos da Igreja de São Paulo em um jogo de dados. Um soberano da Índia perdeu a mulher e seu império.
A palavra "azar" vem do árabe "az-zahar ou az-zahr", que significa "jogo de dados". Quando das cruzadas, foi trazida para o ocidente pelos guerreiros franceses, acabando por desvirtuar-se, e tomando o sentido que tem hoje, ou seja, "má sorte; fortuna adversa; caiporismo; revés; fatalidade; desgraça; infortúnio; casualidade; acaso" (dicionário Aurélio).
Os dados mais comuns, são aqueles de forma cúbica, com seis lados, o "D6". Normalmente, cada lado é numerado de um a seis. Os números são marcados de forma que a soma das faces opostas seja sempre "7". Assim, oposto ao "1", temos o "6", e assim por diante. Em geral são lançados com a mão, mas não é incomum o uso de "copos" para facilitar o lançamento.
Existe ainda dados em que cada face do cubo é marcada com um "ás", um "rei", uma "dama", um "valete", dez e nove, como se fosse num jogo de cartas de baralho. É usado para jogos de pôquer com dados. Mas além dos dados cúbicos, existem outros com 12, 14 (usados pelos soldados romanos, feitos de chumbo) e 20 lados. Para os jogos de "RPG", bem como para outros jogos modernos, até mesmo um dado de 100 faces foi inventado.
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